Seguranças da PUCRS agridem alunas da universidade

Publicado: 02/09/2011 em Uncategorized

Durante o tradicional Stand de Calouros, evento que os calouros e calouras são apresentados/as para a PUCRS, alunos e alunas membros do Movimento 89 de junho foram agredidos/as covardemente pela equipe de segurança da PUCRS. Lamentavelmente, este episódio soma-se aos ocorridos durante os messes de junho e julho deste ano na universidade.

O Movimento 89 de junho vem a público manifestar sua profunda preocupação com os acontecimentos na noite desta quinta-feira. Em um momento no qual o mundo caminha para a democracia real, onde são destituídos governos que massacram seu povo, nós estudantes, que fazemos parte de um espaço onde as ideias e liberdade são requisitos fundamentais de vivencia, estamos sendo agredidos e agredidas repetidamente pela instituição PUCRS.

O Movimento 89 de junho afirma, chega de violência, não adianta utilizar o poder da intimidação, já afirmamos uma vez e afirmaremos sempre. Nós não vamos parar!

Anúncios
comentários
  1. Paulo Henrique Bock disse:

    Seguinte meu caro amigo, não sou acadêmico da PUC, mas penso que você, tão defensor dos direitos, quis passar por cima de algumas regras previamente determinadas. É um evento só pra calouros, tu não é calouro, não deve entrar. Simples assim. Não tá contente com as regras, não fica descontando em quem está fazendo o seu trabalho; com certeza seria mais fácil pro segurança deixar todos entrarem e deu, mas ele foi instruído a não deixar entrar quem não fosse calou(acredito eu). Ele é um trabalhador fazendo o que foi determinado. Vocês, fazendo baderna, não tem nada a perder, mas os seguranças tem um trabalho, um emprego, provavelmente uma família para sustentar. Se querem mudar as regras impostas, não descontem nesses trabalhadores. Façam isso pelas vias legais. Agora, os ‘defensores’ da democracia, vão publicar um comentário que vai de encontro aos seus ideais?

    • Caro Paulo,

      Respeitando a nossa política interna, de transparência e acima de tudo, de respeito aos internautas, vamos esclarecer os pontos que tu trouxesse para o debate. Vamos responder por trechos, para ficar bem claro.

      Paulo: “Seguinte meu caro amigo, não sou acadêmico da PUC, mas penso que você, tão defensor dos direitos, quis passar por cima de algumas regras previamente determinadas. É um evento só pra calouros, tu não é calouro, não deve entrar.”
      M89J: Meu amigo, antes de mais nada, eu acho que as tuas críticas são absolutamente legítimas, o fato de você não ser aluno da PUCRS, não significa que você seja proibido de emitir qualquer opinião que queira. Não obstante, eu tenho a convicção que o stand de calouros não é restrito para os calouros, mas sim, para todos que estejam interessados em conhecer mais sobre a universidade. Dessa forma, “não deve entrar”, não existe.

      Paulo: “Não tá contente com as regras, não fica descontando em quem está fazendo o seu trabalho; com certeza seria mais fácil pro segurança deixar todos entrarem e deu, mas ele foi instruído a não deixar entrar quem não fosse calou(acredito eu). Ele é um trabalhador fazendo o que foi determinado.”
      M89J: Nós realmente não estamos contente com as regras, são quase 20 anos de conduta duvidosa por parte da instituição PUCRS. Isso deve deixar qualquer pessoa de boa índole, descontente. Concordo plenamente contigo amigo, segurança é trabalhador, e nós prezamos e apoiamos de maneira incondicional os trabalhadores, é por isso que não entendemos este afastamento que existe entre nós e os seguranças, é preciso que haja uma interação maior e uma união entre os estudantes da PUCRS e os trabalhadores da PUCRS.

      Paulo: Vocês, fazendo baderna, não tem nada a perder, mas os seguranças tem um trabalho, um emprego, provavelmente uma família para sustentar. Se querem mudar as regras impostas, não descontem nesses trabalhadores. Façam isso pelas vias legais. Agora, os ‘defensores’ da democracia, vão publicar um comentário que vai de encontro aos seus ideais?
      M89J: Eu concordo com quase tudo que tu disseste, apenas a parte do “Vocês, fazendo baderna, não tem nada a perder”, nós temos muito a perder sim Paulo, os nossos erros, são sempre avaliados e consertados. Tu tens razão, é por isso que estamos agindo pelas vias legais. Somos defensores da democracia sim, e se tu quiser se juntar a nós, as portas estão abertas, e Paulo, como defensores da democracia, é claro que nós vamos publicar este comentário.

      Um grande abraço amigo!

      Movimento 89 de junho

      • sara disse:

        pelo amor de deus, vão trabalhar, vão fazer algo de útil1 vão gastar essa energia toda em movimentos sociais! se tivesse que fazer todo esse esforço pela faculdade ou por outra coisa, vcs não fariam!
        respeitem quem está ali trabalhando, como os seguranças. querem defender a democracia, mas não sabe sequer respeitar o próximo!!

  2. Thiago Sum disse:

    Caro Paulo e Movimento 89 de Junho,

    Não sou aluno da PUCRS, mas vou dar-me ao luxo de comentar.

    Nosso passado (e quando digo “nosso passado”, refiro-me a história do povo gaúcho) é escrito de batalhas duras e difíceis, mesmo nas vezes que saímos derrotados, saímos ouvidos e respeitados. Às vezes a vitória não é a glória, e a derrota não é o fim. Se um pouco do que é pedido já fosse ouvido, tenho certeza que teríamos um mundo melhor, com pessoas melhores, com empresas melhores. Infelizmente, caímos na mão monopolizada do ensino, que ensinam e nos fazem para ser apenas um cordeiro deles e do mundo. Poucas Universidades dão o poder de pensar e agir para os alunos, e pelo que percebi a PUCRS não é diferente do padrão.
    Às vezes levantamos a bandeira do lado errado, mas mais vale levantar uma bandeira do que nenhuma! Os jovens estudantes que participam desses protestos estão de parabéns, lutar pelo que se acredita faz parte da vida! Se não houvessem diferentes pontos de vista, não haveria guerras! Vocês estão travando uma batalha, que espero que saiam vitoriosos. A voz do povo não pode e não deve ser calada por uma minoria com elevado poder de influência.

    Venho buscar uma parte da história do RS para que pensemos. Inclusive aqueles que dizem que os seguranças apenas fazem seu trabalho:
    “Militares da base aérea de Canoas impediram bombardeio ao Piratini ”
    “Suboficial enfrentou a hierarquia para resistir à ordem de ataque ao Palácio, que servia de base para Brizola”
    “Era uma segunda-feira, 28 de agosto de 1961, e, apesar do rigoroso inverno, a base aérea de Canoas fervilhava. Doze caças estavam a postos, municiados com uma bomba de 130 quilos em cada asa.
    Dependiam apenas de uma ordem para decolar e despejar a carga sobre a sede do governo gaúcho e sobre as pontes do rio Guaíba e do rio Gravataí. O comando veio direto de Brasília, via rádio, em mensagem codificada. Mas esbarrou na determinação de Caetano Vasto e de um grupo de sargentos e suboficiais da Aeronáutica.”

    Leiam na integra: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=71224 e
    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/08/25/movimento-de-sargentos-evitou-bombardeio-ao-piratini-palacio-do-governo-gaucho-em-1961-925222287.asp

    Cabeça erguida e Sempre na Luta!
    Mantenham a cabeça no lugar, violência nada irá resolver! Essa luta não será vencida na força, muito menos no grito! Temos que vencer essa luta na quantidade! Tirem seus amigos do sofá, e levem-nos juntos aos movimentos. Afinal, essa luta não é da PUCRS nem de seus estudantes, mas sim de todos!

  3. Marivone disse:

    Verdade, cadê as identificações dos seguranças. Cadê?

Comente, divulgue, participe!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s